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"Ao todo, custará cerca de 15.700 milhões de rublos" (400 milhões de euros), disse hoje o diretor do museu, Mikhail Piotrovski, durante uma reunião com o primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, citado pelas agências russas.
Esse dinheiro será destinado ao restauro da praça do Palácio, onde se encontra instalado, e dos edifícios do Estado-Maior e do Pequeno Hermitage, onde a czarina Catarina II fundou o museu em 1764.
"A fase seguinte será restaurar os interiores do Palácio de Inverno. Transferiremos o acervo e renovaremos os interiores", indicou Piotrovski.
O responsável adiantou ainda que será criado um terceiro acervo para acolher peças do Hermitage noutro bairro longe do centro da antiga capital imperial russa.
Por sua vez, Putin comentou que o Hermitage -- que classificou como "o orgulho da Rússia" -- há muito tempo que precisa de reformas arquitetónicas, que serão agora aceleradas, com vista à celebração do 250. aniversário do seu nascimento.
"Em frente ao museu, encontra-se um magnífico edifício (o Estado-Maior). Chegámos a um acordo como Ministério da Defesa para que esse imóvel também seja utilizado para fins relacionados com o museu", revelou.
À imagem e semelhança do que fizeram outros museus europeus, o Hermitage pretende expandir-se, mas sem alterar o conjunto arquitetónico existente na margem do rio Neva.
Considerado um dos principais museus do mundo, juntamente o parisiense Louvre e o madrileno Prado, o Hermitage acolhe, entre muitas outras obras, pinturas de Leonardo da Vinci, Picasso, Goya, Rafael, Velázquez, Miguel hngelo, Manet, Matisse e esculturas de Rodin.
Lusa
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