"Foi aprovado, por maioria com três votos contra, o plano de investimento  na área de desporto e a aquisição de dois equipamentos desportivos em Leça  e Matosinhos", afirmou à Lusa o presidente da autarquia depois da reunião  de câmara. 

Guilherme Pinto explicou que com esta aquisição "o que a câmara está  a fazer é manter dois serviços antes de sobre eles recair o destino que  teriam em virtude de as instituições proprietárias não conseguirem mantê-los".

Sobre os dois estádios, do Leça FC e Leixões SC, pendem dívidas em resultado  das quais seria impossível aos proprietários mantê-los. 

"As consequências da perda (dos dois estádios por causa das dívidas) obrigariam a câmara a fazer investimentos para assegurar que nessas duas  freguesias se manteriam equipamentos desportivos para a população", o que  se traduziria num gasto "superior", salientou o autarca. 
Com a aquisição, a câmara "contribui para que as duas instalações se  mantenham ao serviço". 

"Finalmente a câmara está a separar-se da SAD do Leixões", salientou  ainda Guilherme Pinto, lembrando que "foi um erro esta associação há cerca  de oito anos com o futebol profissional de Leixões". 

O pagamento dos estádios será feito "de forma faseada" e "de acordo  com os compromissos que a instituição tinha com as dívidas ao estádio",  afirmou, garantindo que "o Estado vai ser ressarcido". 

Do outro lado da barricada, o PSD continua a querer levar esta matéria  a referendo "agora mais do que nunca", até porque "a proposta votada pela  câmara não esclarece nada" assegurou Pedro da Vinha Costa. 

O líder da concelhia social-democrata elencou três razões pelas quais  quer que o assunto seja discutido em referendo, para o qual já está até  preparada a pergunta a colocar aos moradores do concelho: "Concorda ou não  com a compra pela Câmara Municipal de Matosinhos dos estádios de futebol  do Leixões SC e do Leça FC?". 

Para Pedro da Vinha Costa, este "é um assunto que nunca foi discutido  em Assembleia Municipal" e o montante a ser pago pela câmara "é muito elevado  para os cofres do município" além de ser "uma matéria que deve ser totalmente  transparente e objeto de todos os esclarecimentos que só um referendo permite".

"A proposta da câmara deixa tudo em aberto, não diz quem vai pagar as  despesas e até diz uma manifesta mentira quanto ao estádio do Leixões quando  refere que estará aberto a todos, uma vez que atualmente já é manifestamente  insuficiente", frisou. 

Assim, o PSD irá apresentar na próxima assembleia municipal, a realizar  quinta feira, uma proposta para concretização do referendo. 

Lusa