Instabilidade política e económica
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Pedro Silva Pereira falava aos jornalistas em conferência de imprensa, após ter recebido na Presidência do Conselho de Ministros delegações do Bloco de Esquerda, PCP e Partido Ecologista "Os Verdes", numa série de encontros que se destinou a apresentar o acordo do Governo com a Comissão Europeia, Banco Central Europeu (BCE) e Fundo Monetário Internacional (FMI) para a concessão de um auxílio financeiro de 78 mil milhões de euros a Portugal.
Na sua declaração inicial, o ministro da Presidência, que foi o interlocutor do Governo no processo de diálogo político com as forças da oposição e com o Presidente da República, afirmou que o seu executivo cumpriu os deveres de informação ao longo das negociações com a União Europeia e FMI.
"O Governo insiste num apelo ao sentido de responsabilidade, porque é importante para o país que este acordo possa ter um apoio político alargado. É esse o objetivo das instituições internacionais que estão disponíveis para conceder assistência financeira a Portugal", declarou Pedro Silva Pereira.
No entanto, este membro do Governo criticou implicitamente as declarações feitas terça-feira pelo ex-ministro das Finanças Eduardo Catroga, em nome do PSD.
"Qualquer discurso sobre quem ganhou ou quem perdeu nestas negociações é uma abordagem totalmente imprópria", disse.
Na conferência de imprensa, Pedro Silva Pereira procurou também explicar o motivo que levou o primeiro-ministro, José Sócrates, na terça-feira, a partir de São Bento, a anunciar apenas as linhas gerais do acordo, alegando que foi precisamente isso o que se estabeleceu com a própria troika.
"Isto é, aquelas informações a que se referiu o primeiro-ministro foram aquelas única que, de acordo com o entendimento estabelecido com a troika, foi considerado que numa primeira fase poderiam ser divulgadas, exatamente para não esvaziar de sentido útil o contacto que ainda hoje iria existir com os partidos até que o acordo esteja finalmente estabelecido", justificou o ministro da Presidência.
No que está acordado com a troika, segundo o titular da pasta da Presidência, "inscreve-se que o Governo possa tranquilizar os portugueses, podendo desmentir as informações erradas que vão sendo divulgadas ao longo deste período".
Portugal está melhor do que a Grécia e Irlanda, diz o Governo
O ministro da Presidência considerou hoje que o acordo demonstra que a situação económica de Portugal é melhor do que a grega ou irlandesa, mas o país foi arrastado "desnecessariamente" para o pedido de assistência financeira internacional.
"As razões que determinaram este pedido de ajudas externa de Portugal são bem distintas daquelas que são conhecidas nos casos da Grécia e Irlanda. Certamente que são essas diferenças de substância quanto à situação de cada um dos países que determinam as diferenças nos programas de ajustamento", sustentou o ministro da Presidência.
Pedro Silva Pereira falava em conferência de imprensa, depois de ter recebido delegações do Bloco de Esquerda, PCP e "Os Verdes" na Presidência do Conselho de Ministros - encontros que se destinaram a apresentar o teor do acordo alcançado com a União Europeia e o Fundo Monetário Internacional (FMI).
De acordo com a tese do ministro da Presidência, do grupo de países que recorreu à ajuda externa, Portugal foi o único a não ser sujeito e medidas adicionais logo no ano em que o acordo internacional é concluído.
(Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico) Lusa
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