As quedas são os acidentes mais frequentes nas crianças, sendo a terceira causa de morte acidental, logo a seguir aos acidentes rodoviários e aos afogamentos.

Segundo o estudo da APSI, que cita dados do INE, 31% das mortes resultaram da queda de edifícios ou outras construções, de crianças até aos 9 anos. Seguem-se as "quedas de leito", quedas de árvores, penhascos, mergulhos ou saltos para a água.

A lesão traumática intracraniana é a lesão mais frequente, sendo qua a maior parte das crianças e jovens que morreram ou foram internadas na sequência destas quedas eram do sexo masculino.

De acordo com a análise da APSI, além das 104 crianças que morreram, cerca de 40 mil foram internadas - uma média de cerca de 9 crianças e jovens, sofrem diariamente uma queda com consequências graves.
A casa e a escola são os locais mais frequentes dos acidentes, com 41% e 34% dos casos, respectivamente, sendo que as janelas e varandas são onde a maior parte das quedas acontece.

Face a estes resultados, a APSI conclui que "a construção ainda não salvaguarda de forma eficiente a segurança das crianças", pelo que diz ser "urgente projectar e construir habitações e escolas adaptadas às características e necessidades das crianças".

Quanto aos ambientes já construídos, sublinha a associação, será fundamental a "colocação de guardas eficazes nas varandas e terraços, de limitadores de abertura nas janelas e cancelas em escadas".